Accept stress and delete it.

Muita tinta já correu sobre o stress – ainda é a doença da moda? – e eu não sou ninguém para falar sobre isso. A não ser alguém que também fica stressada de vez em quando.

Hoje devia ter sido um dia de cura, calmo. Na agenda, só tinha uma visita a uma clínica de fisioterapia, para perceber a razão de uma dor persistente nas costas. Tornou-se num mar de frustração assim que saí de lá. Eu explico.

Depois da consulta – que correu bem e que afastou medos de alguma coisa grave – era tempo de tentar redimir um cheque que recebi com o meu ordenado. Não parece complicado pois não? E aqui podemos redimir estes cheques em grandes superfícies e tudo. O problema? Eu tenho o equivalente ao NIF sueco, mas não o equivalente ao número de Cartão de Cidadão. Resultado, ainda não conseguimos redimir o raio do cheque. Vou ter de falar com o meu chefe e ver quais são as opções.

No geral, isto até nem é um grande problema, mas é muito complicado ter perspectiva quando passas horas a tentar resolver alguma coisa – a andar de um lado para o outro numa ventania de 11 graus – e não resolves coisinha nenhuma.

Viemos para casa, mandei mais uns CV’s, esperei que a nóia me passasse e agora estou a escrever sobre isso. Porquê? Porque não? Parece parvo ficar chateada com estas coisa, tudo bem. Mas fiquei e agora? Agora é aceitar e seguir em frente, lidar com isso. O que não podemos fazer é deixar que nos afecte de forma permanente.

Nem de propósito, numa daquelas newsletters random sobre lifestyle, recebi um link com esta citação:

“The greatest weapon against stress is our ability to choose one thought over another.”
— William James

E eu acho que é muito isto. Mas quando estamos agarradas ao papel higiénico a limpar a baba e o ranho que estamos a chorar – às vezes sem saber bem porquê – é isto que falha. É complicado afastar o pensamento de que estamos a falhar, de que não gostam de nós, de que nunca vamos orientar a nossa vida… e substitui-lo por outro, dos bons, dos que não nos estraguem. E no entanto parece tão simples, não é?

Não é simples, mas acredito que, com treino, vamos lá. Deste lado, vou fazer mais um chá e ler um livro.


 

Much has been written about stress – is it still a modern disease? – and I’m not a specialist  talking about it. But I am someone who gets stressed from time to time.

Today should have been a day of healing, peaceful. On the agenda, we had only a visit to a physiotherapy clinic, to figure out the reason for my persistent back pain. However it became a sea of frustration as soon as we left.

After the appointment – that went well and told us that it was nothing serious – it was time to try to redeem a check I received with my salary. It doesn’t sound complicated does it? And in Sweden we can redeem these checks on supermarkets, evenl. The problem? I have the equivalent of the Swedish VAT number, but not the equivalent to the swedish ID number. The result? We still can’t redeem the pay check. I’ll have to talk to my boss and see what the options we have now.

Overall, this is not even a big problem, but it is very complicated to have perspective when you spend hours trying to solve something – walking around in 11 degrees celcius wind – only to have it not be solved.

We came home, I sent a few more CV’s, waited for the annoyance to pass and now I’m writing about it. Why? Why not? It seems silly to be upset with this type of thing, all right. But I am, so now what? Now what I have to do is to accept and move on, deal with it. What we can not do is let that annoyance affect us permanently.

As a coincidence, also today, in one of those random newsletters about lifestyle, I received a link to this quote:

“The greatest weapon against stress is our ability to choose one thought over another.”
— William James

And I agree. But when we are crying in the bathroom – sometimes without knowing why – this is what we fail to do. It’s hard to replace the thought that we are a failure, that nobody like us, etc … and replace it with another, a good one. And yet it seems so simple, right?

It’s not simple, but I believe that with training, we can get there. For now, I will make more tea and maybe read a book.

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