Linguistics

Que me perdoem os mais sensíveis, mas estamos a falar de linguística. Ou como tive de aprender uma língua germânica para poder dizer asneiras com propriedade académica.

Desde as minhas primeiras lições que achei o verbo nascer (att föda) já constrangedor. Sempre que tinha de dar os parabéns a alguém fazia-o um pouco entre dentes. Eis se não quando hoje, ao folhear o dicionário na aula me deparo com a palavra sueca para forro/comida para animais. Isso mesmo. É a que está na imagem.

Este curso começou há duas semanas e, por sorte, fiquei com o mesmo professor. Já ouviram falar dele aqui e aqui, mas nunca é demais salientar a energia e boa disposição que ele traz para a sala de aula.

Um exemplo muito concreto: antes de sair de casa na primeira aula estava irritada com o meu computador e com um humor horrível. No entanto, assim que cheguei e revi alguns colegas do curso anterior, lembrei-me como sentia falta das aulas. A possibilidade de conhecer pessoas de todo o mundo e de aprender coisas novas só por trocar dois dedos de conversa, inspira-me.

Fiquei feliz por perceber que o professor ficou mesmo satisfeito por me ter de volta à aula e, quando ele soube que ia passar uns dias a Portugal, pediu-me para lhe trazer uma garrafa de ginginha.

Uma característica sempre presente na primeira aula de cada curso é a sensação de que 80% dos meus colegas dominam muito mais o sueco do que eu. Mas a verdade é que, à medida que o curso vai avançando, essa sensação dilui-se um pouco. Talvez esteja só intimidada.

Tenho andado a empurrar com a barriga – também por proteccionismo financeiro – o projecto de fazer o Swedex. O Swedex é um exame de certificação linguística que pode ser útil em candidaturas a empregos ou a outros cursos. A cada início de curso dei por mim a garantir que, quando aquele acabasse, fazia o exame, mas ainda não aconteceu. Talvez seja desta.

Outra coisa que acontece a cada regresso às aulas é a promessa que faço a mim mesma de que, desta vez,  vou ser aplicada e estudar em casa, para além das aulas. Trabalhos de casa, não contam. Até agora ainda só aconteceu no primeiro curso, mas ainda não perdi a esperança!


 

The easily offended should forgive me, but we are talking about language. Or how I had to learn a Germanic language to be able to say bad words(in portuguese) with academic justification.

Since my first lessons, I learnt the verb “to give birth” (att föda) and it was already embarrassing. Whenever I had to congratulate someone I was awkward about it. So today, while I was going through the dictionary in class, I ran into the Swedish word for liner or animal food. That’s right. It’s is the one in the picture – it means “to f*ck” in Portuguese.

This course began two weeks ago and, luckily, I got with the same teacher. You have read bout him here and here, but it’s never too much to emphasize the energy and good humor he brings to the classroom.

An example: before leaving home to go to the first class I was upset with my computer and in a horrible mood. However, once I got there and reencountered colleagues from the previous course, I remembered how I missed school. The possibility of meeting people from all over the world and learn new things simply by doing some small talk, inspires me.

I was happy to notice that the teacher was very pleased to have me back in class and, since I was going to be in Portugal for a few days, he asked me to bring him a bottle of Ginginha.

One thing I always feel in the first class of each course is that 80% of my colleagues dominate Swedish better than me. But the truth is, as the course progresses, this feeling goes away a little bit. Maybe I’m just intimidated.

I’ve been delaying – also by financial protectionism – the project to make the Swedex. The Swedex is a language certification exam that can be helpful in job applications or when applying to other courses. At the beginning of each course I promise myself that, when that course is over, I will do the exam, but it has not happened yet. Maybe it’s this time.

Another thing that happens in every return to school is the promise I make myself that this time I will study at home, in addition to classes. Doing homework, doesn’t count. Until now, it has only happened during the first course, but I haven’t lost my hope!

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