Traveling and Working

Ou tempo vs dinheiro. O que é mais importante? Ter tempo ou dinheiro? E não me venham dizer que tempo é dinheiro, porque não é coisa nenhuma. Troca-se dinheiro por tempo mas uma coisa não equivale à outra.

Uma das coisas que aprendi neste ano de chão estrangeiro é que tempo é mais importante do que dinheiro. Desenganem-se os que pensavam que eu vinha para aqui porque tinha a certeza que ia arranjar um trabalho xpto e ganhar balúrdios. Népia. E eu sempre soube que não ia ser fácil. No entanto, há trabalho justamente remunerado para os que não têm medo de sujar as mãos.

Não estando a trabalhar a full time, achei que os meus anos de uma viagem por ano iam acabar. Que o meu grande luxo de viajar ia ser resumido às visitas a Portugal. Qual não foi a minha surpresa quando percebi que tenho algum sustento – mesmo que metade do que se tem num trabalho a tempo inteiro – é possível viajar, se se tiver tempo. Tendo dinheiro a rodos e não tendo férias é que já não resulta. Esse modo de vida serve bem a quem quer ter o último modelo automóvel e a maior TV do mercado.

Descobri rapidamente que não viajava mais, na verdade, porque não tinha tempo. Agora tenho tempo e viajo aquilo que posso, tendo em conta a minha economia. Não é muito, mas vejamos: antes de me mudar para a Suécia viajava em média uma vez por ano para um local que não conhecia.

Em Agosto do ano passado, fui aos EUA – com as economias de um trabalho a tempo inteiro, por isso não conta. Mas, corta para Novembro e fomos à Polónia. Já estava a bater o recorde ao visitar dois locais que não tinha visitado antes, num só ano (2015). Não contente, consegui espremer uma visita a Helsínquia, que também não conhecia. Vamos lá, 2015: três viagens a locais que não conhecia. Recorde superado e reforçado.

2016 chegou e Veneza foi o destino de escolha para Maio. Cidade museu, linda de morrer. A minha regra de visitar pelo menos um local, que nunca tenha visitado, por ano, manteve-se. Depois das férias em Portugal, fizemos uma roadtrip até à Noruega. É verdade que já tinha estado em Oslo, mas desta vez foi para subir à montanha mais alta da escandinávia (ainda hei-de escrever sobre isso). Não contente com isso tenho na calha uma viagem para Novembro. Excluindo as várias visitas a Portugal. Sim, tenho aceite mais turnos do que o meu corpo me pede, mas sei que é por uma boa causa.

Conclusão, gosto de ter mais tempo do que dinheiro. E sei bem o quão facilitada a minha vida seria se tivesse mais dinheiro. Mas o tempo ainda é inestimável, apesar de o vendermos por uns trocos, porque tem de ser.


Or time vs money. What is more important? Having time or money? And don’t tell me that time is money, because that means nothing. We do exchange time for money, but one thing is not equivalent to the other.

One of the things I learned this year in foreign ground, was that time is more important than money. And don’t think I came here because I was sure I was going to get a job and earn loads of money. Nope. And I always knew it was not going to be easy. However, there is work fairly paid for those who are not afraid to get their hands dirty.

Nevertheless, since I’m not working full time, I thought that my years of one trip per year would end. That the great luxury of travel would be limited to visits to Portugal. So imgine my surprise when I realized that by having some sustainability  – even if half of what it would be with a full-time job – you can travel, if you have the time. Having loads of money but not having holidays… That doesn’t work. That way of life (lots of money, not so much time) is well suited to those who want the latest car model and the largest TV on the market.

I quickly discovered that since I am living abroad I didn’t travel less. In fact, now I have the time and travel when I can, given my economy. It’s Not much, but let’s see: before I moved to Sweden I traveled on average once a year to a place that I did not know.

In August last year, I went to the US – with the savings of a full-time job, so it does not count. But, by November we went to Poland. I was beating the record by visiting two countries that had not visited before in a single year (2015). Not happy with that, I managed to squeeze in a visit to Helsinki, where I also hadn’t been before. So in 2015 I did three trips to new places. The record was beaten and reinforced.

2016 arrived and Venice was the destination of choice for May. City Museum, drop-dead gorgeous. My rule of visiting at least one site that I had never visited per year remained. After the holidays in Portugal, we took a roadtrip to Norway. It is true that I had been in Oslo before, but this time it was to climb the highest mountain in Scandinavia (one day I will write about that adventure). 

Not satisfied with this, we have already planned a trip in November. Excluding several visits to Portugal. Yes, lately I have been accepting more shifts than my body asks me to, but I know it’s for a good cause.

Overall, I like to have more time than money. And I know how easy my life would be if I had more money. But time is still invaluable, even though we exchange it for a little cash, because that’s how life works. 

 

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3 thoughts on “Traveling and Working

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