Flying

Algum tempo depois de conhecer o O. ele disse-me que era piloto de planadores. Na altura não pensei muito nas possibilidades, mas à medida que os anos juntos foram passando comecei a fazer perguntas. No Verão passado estávamos nos EUA e no anterior em Portugal, mas neste estávamos no local certo à hora exacta para que o O. voltasse a praticar esse hobby.

Na primeira visita ao clube de aviação, ele teve de fazer um voo controlado por um intructor e três voos sozinho para conseguir renovar a licença e voltar a voar com passageiros.

Esta semana, voltámos lá e eu tive a oportunidade de voar com ele!

Foi tudo o que se possa esperar: fantástico!

Na verdade, não estava nervosa, nem tive medo em momento algum. Mesmo a voar em aviões comerciais, não me lembro de alguma vez ter tido medo a sério. Mas confesso que fiquei ligeiramente surpreendida por não sentir receio nenhum, antes uma excitação e entusiasmo ainda maior do que o que se sente numa montanha russa.

Fizemos dois voos. Para quem não sabe, os planadores são aviões relativamente pequenos, relativamente leves e com asas longas e flexíveis. Não têm motor. Para voarem, são rebocados por um avião com motor que os transporta até à altura pretendida pelo piloto do planador. Os nossos dois voos começaram nos 1000 metros de altura.

Seria de esperar que o momento em que o reboque nos larga seria assustador, mas não é. Só temos de virar o planador para a esquerda, sendo que o avião rebocador vira sempre para a direita. Depois é apreciar. Manter o avião estável e procurar as chamadas térmicas: ar quente que ascende e consequentemente faz o avião subir. Para quem quiser ler mais sobre isso: http://www.apsia.pt/page.php?87.

Nós ainda apanhámos algumas e o O. deixou-me controlar o avião duas vezes. É maravilhoso. Os dois lugares no planador tinham controlos: pedais, joystick e painel de informação. Os pedais tiveram de ser ajustados à minha (pequena) altura e precisei de um encosto para as costas, mas conseguia aceder a tudo o que precisei. Fiz uma curva meio atribulada, mas depois atinei. O O. ficou orgulhoso! E eu com uma vontade danada de aprender a fazer aquilo como ele.

No segundo voo, experimentámos as forças g negativas. Descer o avião e subir em seguida dá azo àquela sensação de leveza e o friozinho na barriga que sentimos em algumas montanhas russas. Confesso que descer o avião a pique não é o movimento mais confortável, mas tendo a certeza de que tudo está controlado não tem mal nenhum.

Agoar é esperar pelo próximo voo! Entretanto adicionei mais um sonho à lista – o de aprender a pilotar um planador. 🙂

 


 

Sometime after meeting O. he told me it was a glider plane pilot. At the time I did not think too much of the possibilities, but as the years went by I started asking questions. Last summer we were in the US and the previous one in Portugal, but this summer we were in the right place at the right time for O. to return to his hobby.

In the first visit to the aviation club, he had to make a controlled flight with an instructor and three flights alone to be able to renew the license and fly with passengers.

This week, we went back there and I had the opportunity to fly with him!

It was everything you might expect: fantastic!

Actually, I was not nervous or afraid at any time. Even flying on commercial aircrafts, I can not remember ever having been afraid. But I confess I was slightly surprised to not feel any fear, but only an excitement and enthusiasm even greater than what it feels like when you ride a roller coaster.

We made two flights. For those who do not know, glider planes are relatively small planes, relatively light-weighted, with long and flexible wings. They have no engine. To fly, they are towed by an airplane with an engine that transports them to the desired height by the glider pilot. Our two flights began at 1000 meters.

One would expect that the moment that the towing plane let’s go of the glider would be scary, but it’s not. We just have to turn the glider to the left, and the tow plane always turns right. Then you just have to enjoy. Maintain the glider stable and look for thermal: hot air rising from the earth that makes the plane go up.

We caught some and O. let me control the plane twice. It is wonderful. The two places in the glider had controls: pedals, joystick and information panel. The pedals had to be adjusted to my (small) height and I also needed a backrest, but while flying I could access everything I needed. I made a questionable curve first, but then I got it just right. O. was proud! And I was left with the desire to learn to do it like him.

In the second flight, we experienced negative g-forces. Making the plane go down and then pushing it back up again gives you that feeling of lightness and tingliness inside, the one we feel while riding some roller coasters. I confess that feeling and seeing the plane going down is not the most comfortable situation, but as long as you know that everything is under control, you’ll be fine.

Now,  I’m waiting for the next flight! And I added a new dream  to my list – to learn how to fly a glider. 🙂

 

 

 

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